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Ensino

Musica Extempore organiza cursos online sobre partimento e improvisação/composição histórica. Em 2025 foi realizada a primeira edição do curso "Introdução ao Partimento e Improvisação Histórica " em língua portuguesa.

Por que estudar conosco? Você já se perguntou como os compositores do passado aprenderam sua arte?

 

            Partimento é o nome dado ao principal dispositivo pedagógico utilizado nos séculos XVIII e XIX para o ensino prático da composição e teoria musical. Tendo florescido nos conservatórios napolitanos setecentistas, partimentos eram lições escritas em uma linha de baixo cifrado que deveriam ser realizadas ao teclado (cravo, órgão ou piano) de modo a soarem como uma composição real. Por meio do estudo de dezenas dessas lições, se adquiria fluência na improvisação, uma vez que se aprendia diversos padrões (esquemas) típicos da linguagem musical do período. Dessa forma, harmonia e contraponto eram estudados via improvisação, estimulando-se variar, recombinar, e concatenar esses padrões de inúmeras maneiras.

            No século XIX a tradição napolitana ganhou nova força no Conservatório Paris, permanecendo como ferramenta didática central até o começo do século XX. Embora com outros nomes, partimentos eram utilizados também em diversos países, de modo ser correto afirmar que lições dessa natureza constituíram o cerne do treinamento de músicos tão diversos quanto Bach, Handel, Pergolesi, Bellini, Chopin, Fauré ou Debussy.

 

Mas afinal, o que é um Partimento?

            O estudo do partimento está intimamente ligado ao estudo do baixo-contínuo. Um partimento constitui-se geralmente por uma linha de baixo escrita (muitas vezes com cifras), a qual deve ser tocada pela mão esquerda do tecladista, enquanto a mão direita improvisa uma textura polifônica ou melódica. Um exemplo de um verseto (pequeno partimento) de Stanislao Mattei e sua realização pode ser vizualizado clicando-se aqui.

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            Além de padrões de harmonia e contraponto, muitos partimentos eram compostos para praticar-se diversos elementos típicos de estilos específicos, como aquele galante (ver vídeo com partimentos de Francesco Durante), teatral ou até mesmo fugas (ver vídeo com partimento de Nicola Sala). No caso de partimentos em forma de fuga, muitas vezes apresentam outras claves para indicar entradas de sujeito em vozes superiores. Handel compôs diversos partimentos-fuga, assim como há um manuscrito atribuído ao círculo de J.S. Bach com lições dessa natureza.

 

Partimento hoje?

            Por muitas vezes no século XX o ensino tradicional da teoria musical se distanciou da prática, sendo essa a razão para o estudo da harmonia e contraponto ter se tornado algo árido e pouco estimulante à criatividade. Acreditamos que a redescoberta nos últimos anos da tradição de partimento e sua adaptação e aplicação nos dias de hoje tem o potencial de dar ao músicos maior domínio da linguagem musical ocidental de séculos passados – bem como da música tonal em geral, já que muitos esquemas dessa tradição continuam presentes na música popular atual. Além disso, o estudo de partimento supre uma lacuna comum na educação para a com ênfase na música de concerto, dando aos músicos a oportunidade de desenvolver habilidades de improvisação em geral, capacitando-lhes a preludiar, improvisar ornamentos, bem como compor com mais agilidade.

            O impacto das recentes pesquisas musicológicas a esse respeito é visível no exterior, sendo que o estudo prático da teoria musical por meio de abordagens historicamente inspiradas na tradição de partimento é uma realidade em instituições internacionais de renome como a Schola Cantorum Basiliensis (Suiça) ou o Conservatório de Amsterdã (Holanda), assim como está na pauta de reformulações curriculares em diversas universidades norte-americanas. No Brasil, isso tudo ainda é bastante incipiente e, por essa razão, procuramos oferecer um curso introdutório em língua portuguesa de qualidade e acessível economicamente à comunidade brasileira.

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